Arre que o apego dos eurocratas ao nado morto é surpreendente, à cabeça dos quais o "nosso" cherne.
Ora venha lá esse NEE e os outros que se seguirão...
A EUROPA das pátrias soberanas e livres há-de prevalecer!
Informou-me sempre atento e algo preocupado o camarada António do http://portimao-nacional.blogspot.com/"> Portimão Nacional sobre o conteúdo de uma notícia de ontem do “Correio da Manhã” onde era versado o tema do concerto ‘skin’, ocorrido no fim-de-semana. Confesso que não a havia lido mas perguntava-me o António a minha opinião sobre o seguinte excerto da mesma: “O Partido Nacional Renovador (PNR), de acordo com a organização, financiou a vinda das bandas estrangeiras”.
Meu caro António, meus bons e (temporariamente) desamparados leitores, a tentativa de assassinato político do PNR é por demais conhecida e com os objectivos que todos bem sabemos. Como não acredito que tal mentira tenha sido dita por alguém da “organização” só resta outra hipótese, simples, não? Quem nos dera que o PNR tivesse capacidade financeira paras suas necessidades e acções de propaganda quanto mais para patrocinar concertos de skin’s. Na realidade o ridículo deveria pagar imposto, inclusive no jornalismo…
Não posso, porém, deixar de transcrever duas passagens que me pareceram interessantes tendo em conta os “perigos graves e evidentes de perturbação da ordem pública” para os quais o SOS Racismo alertara os portugueses.
“Uma festa exclusiva para os neonazis, onde não faltaram cerca de
e
”Depois do concerto, que terminou cerca das 00h00, os neonazis saíram da zona para serem confrontados com uma vasta operação stop, levada a cabo pela GNR. A operação de segurança, com vários postos de controlo nas estradas de acesso à região, decorreu até cerca das 2h30, tendo sido fiscalizadas mais de 50 viaturas, nem todas pertencentes aos ‘skinheads’. “Todos os condutores participantes no concerto e fiscalizados, apresentaram uma taxa de 0,00 gr/l de alcoolémia”, disse ao CM fonte da GNR, referindo ainda que não se registaram quaisquer incidentes.”
Pudesse o mesmo ser dito de todos os concertos e festas de Portugal.
Para a próxima enfie o barrete do SOS Racismo quem quiser…Mas que os lóbis podem muito, isso podem…
Não sendo católico, hesitei se deveria escrever sobre a eleição de ontem de Joseph Alois Ratzinger para o trono de S. Pedro, com o nome de Bento XVI. Católico ou não, o facto histórico parece-me incontornável e, para além do mais, assim mo solicitou o meu estimado e atento leitor Gonçalo Cordeiro.
Aqui vão, pois, algumas poucas notas sobre o facto.
Em primeiro lugar, e porque não sou católico devo afirmar que me satisfaria a eleição de um português: o Cardeal Patriarca de Lisboa (cujos dotes como condutor da Igreja não comento por diversas razões que não vêem ao caso). Chamem-lhe o que quiserem mas penso que seria interessante para Portugal.
Em segundo lugar sobre o passado do actual Papa. De imediato se levantaram vozes clamando contra o “papa nazi” (é espantoso verificar em pleno funcionamento estes complexos “pavlovianos”). E sobre isso, hoje que se comemora o 116 aniversário do nascimento de Adolf Hitler, importa alinhavar algumas notas. Bento XVI jamais foi nazi, a sua família era mesmo adversária do regime Nacional-Socialista, o que ocorreu é que de acordo com a lei alemã de 1936, ao atingir os 14 anos em 1941, o jovem Joseph foi integrado nas Juventude Hitleriana (tal como cá tantos “progressistas” pertenciam à Mocidade Portuguesa…alguns até lá ganhavam prémios…) e dois anos depois, num país em guerra, ao atingir os 16 anos foi integrado no serviço dos Flugzeugabwehrkanone (Artilharia de Defesa Antiaérea) na zona de Munique, tendo ainda servido em unidades de comunicações telefónicas e de defesa anti-tanque. Teria sido o percurso, absolutamente normal de qualquer alemão devoto à Pátria. Não o foi apenas porque, em Abril ou Maio de 1945, antes da rendição alemã, desertou (embora depois tenha estado num campo de prisioneiros até Junho desse ano). Como se vê trata-se de um desertor e não de um fervoroso Nacional-Socialista (e sabem os meus amigos que traições e deserções em qualquer momento e por qualquer razão me causam sempre uma espécie de urticária…não nos alonguemos). Só depois se inicia a sua vida religiosa da qual não cuido aqui.
Sobre a sua eleição como Papa. Não sei se será o homem certo. Os católicos que se preocupem com o assunto. Será conservador e ortodoxo? Talvez! Não o deverá ser a Igreja?
Não sou católico, mas como sabem os que me conhecem melhor, se fosse há muito teria seguido os Integristas do Monsenhor Lefevre. O catolicismo é, para mim, uma religião estranha aos mais intrínsecos valores europeus, transporta-nos para um universo de negação de prazeres, de ímpetos, de vontades e de muitas outras coisas inatas ao homem. Nada tenho, naturalmente, nada contra quem, com justeza, verdade e honestidade pretende seguir tal via (mas, oh deuses são tão poucos…). Não me parece é que, honra e proveito possa caber no mesmo saco; que para que alguns que se dizem católicos (mas sê-lo-ão de facto?) a Igreja se deva adequar à lassidão de normas morais contrárias à sua essência. Quem deve mudar são os católicos não a Igreja, são eles que devem estar em comunhão com a sua igreja e seus valores. Claro que isso é o mais difícil. Torna-se mais fácil, a uma sociedade profundamente desviada de valores e do culto da necessária dificuldade para os atingir, exigir à igreja que se adopte ao preservativo, ao aborto, à homossexualidade, aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, à eutanásia, etc… Pois parece-me que, pelo que se diz, o novo Papa está apenas no caminho em que a igreja deve estar.
É que isto, oh leitores, e desculpem-me a “heresia”, isto é como os clubes de futebol: ou se é ou se não é. Que sentido faria para mim, que sou do Benfica dizer que o era mas que queria/exigia que aquele clube apenas jogasse com uma bola quadrada???
O campeão da moralização, da transparência e da ética na actividade política, claro que já adivinharam que se trata do inefável Manuel Monteiro, leva-me hoje a interromper a saga dedicada à "Cáfila Pestilenta" que tanto gozo me estava a dar (e a que prometo voltar), para vos anunciar que, na realidade, no nosso país a mentira mais descarada ecoa forte e com cobertura mediática.
Ora não é que na convenção dos "andorinhas" houve a desfaçatez, por parte do líder reconduzido de afirmar que eles são “o único partido da não esquerda que se vai bater pelo não ao projecto de constituição europeia”. Ora, Doutor Monteiro a soberba não lhe fica bem, e já se vai tornando um hábito (será uma fixação?) o PND andar a “roubar” causas desde sempre defendidas pelo P.N.R. Ora faça lá o trabalho de casa, ou peça o outros que lho façam, e leia lá as nossas antigas posições sobre o assunto.
Se quer ter uma postura séria na política não pode levianamente afirmar tais mentiras… o mal é que a nós não nos ouvem e o Senhor Doutor tem a comunicação social aos pés. Porque será???
UMA MORTE ANUNCIADA – Após longa agonia morreu hoje Rainier III do Mónaco, representante de uma das casas dinásticas mais antigas da Europa.
O artigo 3º dos seus Estatutos relativo aos seus objectivos enuncia:
a) promover o culto do amor pela Pátria entre os portugueses, tanto em território nacional como no estrangeiro, prestando particular atenção ás camadas mais jovens;
b) defender a integridade do património e projectar, tanto interna como externamente, a cultura nacional, com relevo para a língua portuguesa;
c) colaborar com os órgãos de soberania, na definição e no prosseguimento dos grandes objectivos nacionais e na defesa dos direitos de Portugal;
d) comemorar as grandes datas nacionais, especialmente a da Fundação, a da Consolidação e, com relevo tradicional em cada ano, a da Restauração da Independência de Portugal;
e) combater, por todas as formas convenientes, a vulgarização de quaisquer ideias susceptíveis de ferir a dignidade de Portugal como nação livre e independente;
Depois de tal lerem que esperam para serem sócios?
Contactem, pois, a S.H.I.P. para o Palácio da Independência, Largo de S. Domingos, 11, 1150-320 LISBOA.
NO “O DIABO” DE ONTEM – Parece que os nossos irmãos brasileiros escolheram Madrid, em vez de Lisboa, para instalar a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (APEX). Para além do desacerto estratégico é caso para perguntarmos, no âmbito de tal opção, se não quererão enviar também para Madrid todas as prostitutas, delinquentes e afins com que vimos sendo presenteados nos últimos anos. Ou será que para Madrid vai o que é bom e para nós exportam a “putaria”. Compreendemos a facilidade da língua mas estamos certos que o Instituto Cervantes poderá ministrar cursos acelerados de castelhano e assim contar nas “calles” com esses importantes “produtos” brasileiros de exportação.
NOVO BLOG – Surgiu um novo blog de um jovem camarada que vivamente vos aconselho, chama-se Velhos do Restelo - Ventos de Mudança Apesar de nos ligarem laços especiais, que não são chamados para o caso, vale a pena, garanto-vos! O link encontra-se na lista dos meus blogs “amigos”.
HOMENAGEM AO RODRIGO EMÍLIO – Como noticiado lá estive no Sábado na homenagem promovida pela minha S.H.I.P. ao amigo e camarada Rodrigo Emílio. Uma fantástica sessão, bem organizada e interessante. Uma tarde bem passada na companhia de camaradas de várias gerações, o que vale sempre a pena.
A PEDIDO DO GONÇALO CORDEIRO – Pediu-me o meu amável leitor Gonçalo Cordeiro que, sabendo das minhas posições religiosas, aqui comentasse a morte, no passado Sábado, do Papa João Paulo II.
É pois pedido aceite a que me não escuso.
1. Sou sempre grato a quem, sem ter obrigação de o fazer, demonstra sincera amizade por Portugal. Tal era o caso de Karol Wojtyla. Por esse facto os Portugueses lhe devem ser gratos.
2. Recordo, dos tempos da minha vida como estudante universitário numa faculdade (F.L.L.) ainda controlada pela UEC (que com a UJC, por esses anos, se haveria de transformar na JCP), a sua figura como associada ao movimento do sindicato Solidariedade e ao que haveria de ser o presidente Lech Walesa. Nesse movimento assumiu a Polónia, e estes seus nacionais, um papel fulcral na precipitação da quebra dos regimes comunistas de Leste. Por esse facto os Europeus lhe devem ser gratos.
3. Quem atravessou um quarto de século à frente dos destinos da Santa Sé, merece, por direito próprio, um lugar entre os estadistas temporais dos últimos dois séculos. Séculos conturbados e plenos de transformações onde, não raras vezes, o pontificado de João Paulo II marcou a história da humanidade. Por esse facto a humanidade lhe deve ser grata.
5. Deste pontificado porém, eu que não sou católico, retenho um aspecto que, ao invés de muitos, o marca negativamente: os pedidos de desculpa papais (aos judeus, pelos excessos da Inquisição, etc.)
A Igreja tem uma história. Essa história foi fruto de conjunturas, essas conjunturas emanações das sociedades respectivas e sobre isso não há, nem deve haver, juízos de valor a fazer. A História deve ser estudada e entendida, não julgada. A pretensa superioridade moral de hoje poderá, amanhã, vir a ser condenada por outrem. Tal como o presente Papa condenou a actuação de seus antecessores outros poderão vir a condenar a sua (será apenas uma questão te tempos e conjunturas). E tal, obviamente, nada interessa à História.
Foi apenas uma lamentável actualização do “oferecer a outra face”, numa perspectiva filosófica que não perfilho. Se eu fosse católico só ficaria satisfeito quando os judeus pedissem desculpa por terem exigido a Pilatos a crucificação de Cristo e o Berlusconi pedisse desculpa pelos leões empregues no Circo Máximo em Roma, entre outros. Ora que raio de ideia esta…Bem sei que em tempo de luto este assunto não deveria ser aflorado, mas como sou sempre franco, aqui ficou a nota.
P.S. – Não queria terminar, sem pela mesma lógica, dizer que não pertencendo ao “grupo”, não deixo de reconhecer a importância que a religião cristã/católica desempenhou para a História de Portugal.
Em jeito de resposta ao meu Caro leitor Henry.
Embora Nacionalista-Revolucionário (será que isto ainda existe???) que assim há-de morrer sempre gostei de ser senhor dos meus pensamentos. Isso afasta-me, frequentemente, de ortodoxias, conservadorismos, demagogias e sobretudo de hipocrisias.
Sei portanto que, em muitos aspectos, rompo com aspectos que camaradas meus tomam como axiomas (contra os quais nada tenho se tomados em estreitíssima ligação com uma condicente praxis e só neste caso).
Como em tudo na minha vida gosto, acima de tudo, de ser coerente. Não sou a favor do aborto, ninguém (bem formado...) o é, sou é a favor da não criminalização do mesmo, o que é diferente. Quantos católicos homens e mulheres (porque atenção esta não é uma questão só feminina, embora saiba que para muitos é mais cómodo pensá-la assim) já a ele recorreram embora hipocritamente se continuam a afirmar pelo Não? Todos os conhecemos no nosso dia a dia, mais ou menos beatos. Quantas jovens ou mulheres, fruto de um imprevisto (ou de um azar, porque sim, ocorrem pelos mais diversos factos), se viram a braços (muitas vezes ao darem a conhecer a sua gravidez de imediato abandonadas pelo galante namorado da véspera) com uma gravidez não desejada e não planeada. Será justo condená-la a ela à tarefa, sem qualquer apoio do Estado, com a estigmatização que ainda tal envolve, de criar essa criança que, na maior parte dos casos, cresceria sem um pai? Não é seguramente este o crescimento demográfico que desejo para o meu país e penso que os meus leitores também não.
Sou pois a favor do livre arbítrio que, em situações extremas, deve ser deixado para uma decisão (a dois ou mais frequentemente solitária) que, como sabem (ou pelo menos calculam), nunca é fácil.
Sou, naturalmente, a favor de melhor educação sexual para que, progressivamente, se possa contribuir para eliminar essas situações extremas
Sou contra preconceitos machistas, infelizmente profundamente enraizados na nossa sociedade, que assacam exclusivamente às mulheres a responsabilidade no sucedido. Já se terão dado conta que ao falar de aborto, ao condenar as mulheres que abortaram, sempre se exclui o elemento masculino? Como não sou cristão não acredito na imaculada concepção… faltaria pois um elemento nessa condenação, não acham?
Sou a favor de efectivos incentivos para todos aqueles que com responsabilidade queiram gerar filhos.
Sou a favor da discriminação positiva, quem tiver mais filhos deve ser recompensado e não o inverso, como hoje ocorre.
O General Franco (por quem não tenho aliás particular simpatia) utilizava frequentemente um provérbio apreendido em Marrocos enquanto comandante da Legião: “um homem é senhor dos seus pensamentos e escravo das suas palavras”, e para leitores inteligentes está tudo dito.
Da nossa camarada Alessandra Mussolini acabo de receber via e-mail a carta que para todos traduzo:
“Finalmente justiça foi feita! Após a decisão do Conselho de Estado participaremos nas próximas eleições Regionais também na Lazio.
A batalha foi dura, estou arrasada mas feliz por uma administração transparente ter dado ao povo a possibilidade de se expressar a favor de uma força de renovação como a ALTERNATIVA SOCIALE.
Desejo expressar a minha gratidão a todos os que me demonstraram solidariedade durante estes longos dias de protesto.
Recebi centenas de cartas, fax e e-mail de pessoas que me encorajaram a seguir em frente na minha batalha em defesa da Democracia.
Agradecer aos italianos de toda Itália que em solidariedade comigo iniciaram eles próprios as suas greves de fome.
Agradeço a todos os que vieram à minha auto-caravana trazendo-me o seu apoio e a todos os que participaram na manifestação de 17 de Março.
Graças ao esforço e ao empenho de todos nós venceu a justiça, venceu a Alternativa Sociale!!
Alessandra Mussolini”
À nossa camarada Alessandra, exemplo de lutadora e inequívoca portadora das nobres virtudes romanas, as nossas sinceras homenagens, votos de felicidades para as eleições que se avizinham e o preito de camaradagem do
Parece ser cada vez mais, neste nosso incaracterístico século XXI, um facto que a democracia deixou de saber conviver com eleições que possam ser verdadeiramente democráticas, em que as pessoas se mobilizem e debatam ideias (ideias, esse perturbante inimigo da democracia…). Parece, no mínimo, um paradoxo.
Acompanho, nas minhas meditações, as inúmeras vezes em que os ditos “democratas” se revelam irados com a maçada que pode constituir uma escolha não padronizada, seja de partidos, seja em qualquer outra consulta. É a ditadura do politicamente correcto, do que se deve (acho que cada vez mais apenas é: o que se tem que perguntar, democracia oblige…) perguntar apenas, e só, para se receber a resposta desejada. Perguntar é para os democratas de hoje um insuportável fardo, seguramente porque continuam a existir pessoas que gostam de pensar, de discutir e que não se recusam a enquadrar nas “escolhas de mais do mesmo”.
Assolam-me estas cogitações ao ler o crescendo de notícias – e democrática preocupação, naturalmente – sobre a hipótese da vitória do “não” em França no próximo dia 29 de Maio. Estremecem as instituições; reerguem-se ancestrais temores; questiona-se o novo império (há longos anos que lembro que não há impérios eternos e que este não é excepção) para não sei quantos anos, desta feita plutocrático, e tal como quase todos os anteriores feito à revelia das populações. E aqui encontra-se o cerne da questão: esta Europa foi sendo construída à revelia das populações, servindo interesses financeiros (in)confessáveis e caminhando paulatinamente para uma crescente perda de influência de Nacionalidades que jamais o desejaram. Os euro-burocratas de Bruxelas preocupam-se, naturalmente, mas estarão prestes a obterem a justíssima retribuição por um monstro que foram alimentando à revelia dos europeus – que pensam representar -, mantendo-os alheados dos verdadeiros propósitos do monstro criado (como me recordo do “Hall
Embora de um tempo em que a francofilia era, ainda, a tendência educacional dominante no nosso País, resvalou-me muito cedo a atenção para o rival do outro lado da Mancha. Mas eis-me agora em contemplação e rendido aos “irredutíveis gauleses”, aos sintomas de vitalidade e de franco debate que invade a sociedade francesa, da “esquerda à direita”, com cisões no seio dos partidos em torno de uma questão que é fulcral - a sobrevivência da França face ao monstruoso tratado que tão democraticamente foi elaborado.
O NÃO cresce em França, atingindo na última sondagem os 52%. É ainda cedo para cantar vitória, naturalmente. As sondagens valem o que valem, mas não podemos esquecer que O ‘não’ que embaraça a França (título quase apocalíptico do “Diário de Notícias” de hoje) pode despertar, como que por efeito simpático, as mentes de muitos europeus noutros países que vendo tal resposta num grande da UE podem, finalmente, ver que é possível dizer não a esta Europa, contrariamente a um fatalismo que é vendido, em Portugal por exemplo, de que nada há a fazer e pois o melhor é votar sim.
Mas porque “embaraça” esta opção a França? Estamos na França, como nos demais países, perante uma consulta ou uma aclamação? Alegam políticos e universitários que o ‘não’, ao representar o chumbo do tratado, traria uma situação muito grave… Mas afinal era uma escolha ou um diktat? Depois os não democratas são quem já bem sabemos, e lá caímos na longa ditadura da esquerda vencedora com os acontecimentos de 1789.
Mas o tempo não é de criticar a França. Os indícios que de lá nos chegam ao invés da escrita dos arautos da tragédia, são um exemplo contra o monolitismo, apatia, cobardia e conformismo reinante na nossa classe política. São um exemplo de que este novo império pode (e deve, acrescento eu) ser contestado. São um exemplo que ainda há pátrias soberanas na Europa que desejam continuar a sê-lo. É, pois, tempo de relembrar César: nos confins da Lusitânia continua a existir um povo que não se deixa governar por quem lhe quer impor dominações espúrias. O voto NÃO é o único que, pelo menos, para os próximos tempos pode impedir a transferência irreversível de poderes que como Portugueses queremos preservar.
Ribatejo vs. Regionalização - No III Congresso do Ribatejo (que após 58 anos de interrupção voltou à capital do Ribatejo) o autarca de Santarém, Rui Barreiro, defendeu o indefensável: a regionalização como “receita” para manter a unidade do Ribatejo.
Não terá entendido, cremos, que qualquer modelo de regionalização, para além da artificialidade e consequentes perigos para a individualidade nacional, pulverizará, obrigatoriamente, as regiões tal como as conhecemos. E se, como o afirmei na campanha, urge que o Ribatejo não se afunde na condição de periferia da Área Metropolitana de Lisboa, não é seguramente através da regionalização que atingiremos esse desiderato.
Perda de influência – Em ligação com a questão anterior a Golegã vai perder a Secretaria de Estado da Agricultura (eventualmente a única medida com interesse do anterior Governo), o progressista P.S. lá deve ter achado que o “Terreiro do Paço” lhe fugia por entre as mãos. O desacerto governativo tira o controle da agricultura do “coração da agricultura portuguesa”. Submarino ao fundo.
Em adenda ao meu post de ontem, ora aqui vai com os meus agradecimentos ao António.
Uma pérola este nosso MNE…