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segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

NOTAS SOLTAS VIII (Acho eu...)

Há já bastante tempo que não alinhavava umas Notas Soltas, aqui vão as oitavas, acho eu...
ATÉ N' "O DIABO" - Penso que muitos dos meus leitores, tal como eu, não possuem particular paciência para os denominados, para não usar o anglicismo, fazedores de opinião. Salvava-se, até há última edição "O Diabo", onde escreviam, colunistas consagrados, daqueles a que o sistema não quer dar voz. Surpreendeu-me assim a presença de Vasco Rato (homem do sistema que já nos atormenta na TV, e em tantos outros jornais) a defender o assassino Ariel Sharon (que contrariamente ao que diz não é apenas criticado pela esquerda mas tão apenas por quem não faça um emprego selectivo da memória), a política sionista e o seu grande irmão americano (resquícios da juventude, ele que foi emigrante no Canadá...?).
Trata-se como sabem, de um pensador do PSD, que a poder mandar proibiria o nosso partido... Mais um democrata, já se vê...
A PROPÓSITO - Consegui ir este fim-de-semana ao cinema. Raro prazer nos tempos que correm... e com os bilhetes a semelhantes preços. Adiante. Fui ver o "Jarhead", traduzido entre nós por "Máquina Zero". Bom filme e boa crítica à boçalidade americana. Realmente como pode semelhante gente ganhar guerras? Erros crassos militares, ganzas, rap e companhia, álcool e eis o soldado americano. De elite, ainda por cima... como será a tropa regular???
Grande lição: a absoluta inutilidade da presença americana no Iraque logo na 1ª Guerra do Golfo.
P.S. - não é de admirar no país onde ainda hoje o reverendo Mummert (Dover, USA) explica a não existência de dinossáurios porque "a arca de Noé não era suficientemente grande", 53% (sondagem Gallup) acham que a espécie humana foi criada directamente por deus em apenas seis dias e o seu presidente declarou, no passado 2 de Agosto, que apoia a teoria de origem divina da vida devendo a mesma ser ensinada ao mesmo nível da teoria científica de Darwin, verdadeiro émulo do bispo Samuel Wilberforce do século XIX. Como diriam os "américas" nos filmes " I rest my case".

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